segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tua Frieza




Não é fácil aceitar o desencontro, quem dera o fosse!
Mas como conformar da correlação a falta?
Se eu quero é ter o teu apego doce,
E que tu clames e chame por mim tua alma.
Tua frieza me frustra o desejo lânguido, maltrata!
A vontade de tua tez acariciar todos os dias,
De oscular essa fonte de fervor contido
E de adentrar no teu mundo abastado de delicias.
A incompatibilidade causa mais que frustração, angustia!
Consigo, do fracasso, a inaceitação traz.
O pesar por desmedida vontade no que se quer,
Morrer um pouco a cada dia me faz.


Estresse



Chegou-me altivo e voraz o estresse.
Fazia tempos que me ignorava,
Parece que sentiu saudade do meu pranto,
De quando possuída por ele chorava.
Mas, desta vez, fiz-me forte, fui segura,
Calei meus gritos, meus alardes, palavrões,
Fui ao meu eu para aprender a controlar,
A dominar e a equilibrar minhas emoções.
Foi-me surpresa perceber o resultado,
Desnecessários desprazeres no passado,
Sou dona de mim, do meu ego e sentimentos
Só se eu deixar, o meu sossego é abalado.

Tristeza



Hoje ela chegou sorrateira, não a percebo a caminho,
Só a sinto quando, de tão próxima, pode apertar-me o peito.
Fazendo-o, deixa-me sem fôlego, sem ânimo,
Numa tristeza que me toma a vontade dos dias.
Chega a mim atraída pela saudade, pela vontade comedida,
Pelo querer interdito de voltar ao meu deleite.
Ah! Se não me houvessem os medos, se longe de mim a insegurança,
Se o mudar não me fosse penoso...
Tu não me eras companheira, Tristeza,
Nestas noites em que me tiras também o sono.