sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cheiro do Amor.



É delicioso sentir
O cheirinho que fica:
Cheirinho do amor;
Perfume de delícia.
Dá vontade de voltar
A sentir o agrado
Rolar nestes lençóis
Para sempre perfumados.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Exortação



Olhe as nuvens...

Sinta o vento...
Liberdade!
Siga!
Que fazes inerte
Neste desespero?
Ainda respiras!
Ainda há vida!

Terapia



Sobre o que padeço,
Escrevo, descrevo.
Menos sinto minha dor,
Quanto mais transcrevo.
Faço-a tema central
De minhas entrelinhas.
Desabafo...
Saem poesias.
Dizem-nas tristes,
Desnecessário espanto.
Não se brotam flores
Num jardim secando?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

As duas estrelinhas

No Céu, novas estrelas brilham, 
No peito, corações sangram.
Quem suportará a dor da separação?

Foi-se da inocência a ilustração;

Foi-se, do sorriso, o belo; 
Foi-se, da emoção, a alegria;
Foi-se...
Foram-se...

Veio, da saudade, a amargura;
Veio, do vazio, a angustia;
Veio, da dor, o feio;
Veio...
Vieram...

E quem lhes guardará aqueles sorrisos?
E quem lhes acolherá o semblante?
E quem lhes velará o sono?

Eis que em nossos corações conduzir-se-ão
E, a nos mostrar, estarão
Que lá elas estão, sim!
Lá estão!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amiga



Companheira das aventuras de outrora,

Que junto a mim, em dias coloridos,
Sorria as emoções pueris, 
Chorava os amores sofridos.

Dias belos os da nossa infância,
Assim como os da adolescência,
Cheios de amor e esperança,
E guardamos em nós a essência.

Para sempre haverá a ternura,
Porque ela em si se eterniza.
E como não amar o sublime
Da tua alma que exala beleza?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tua Frieza




Não é fácil aceitar o desencontro, quem dera o fosse!
Mas como conformar da correlação a falta?
Se eu quero é ter o teu apego doce,
E que tu clames e chame por mim tua alma.
Tua frieza me frustra o desejo lânguido, maltrata!
A vontade de tua tez acariciar todos os dias,
De oscular essa fonte de fervor contido
E de adentrar no teu mundo abastado de delicias.
A incompatibilidade causa mais que frustração, angustia!
Consigo, do fracasso, a inaceitação traz.
O pesar por desmedida vontade no que se quer,
Morrer um pouco a cada dia me faz.


Estresse



Chegou-me altivo e voraz o estresse.
Fazia tempos que me ignorava,
Parece que sentiu saudade do meu pranto,
De quando possuída por ele chorava.
Mas, desta vez, fiz-me forte, fui segura,
Calei meus gritos, meus alardes, palavrões,
Fui ao meu eu para aprender a controlar,
A dominar e a equilibrar minhas emoções.
Foi-me surpresa perceber o resultado,
Desnecessários desprazeres no passado,
Sou dona de mim, do meu ego e sentimentos
Só se eu deixar, o meu sossego é abalado.